Morrissey voltou ao noticiário com material inédito, mas não exatamente do jeito que sonhava. O cantor britânico anunciou o lançamento de Make-Up Is a Lie, previsto para março, marcando sua volta oficial ao estúdio após a novela envolvendo Bonfire of Teenagers, álbum gravado entre 2020 e 2021 com produção de Andrew Watt, que nunca saiu como planejado.
Só que, antes mesmo de qualquer faixa nova dominar playlists, quem tomou conta das redes foi a capa do disco — e o veredito da internet foi impiedoso.

Imagem: YouTube
Arte viraliza e vira alvo de zoeira
Desde que a imagem começou a circular, a reação foi quase unânime: estranhamento, decepção e muito deboche. Em fóruns e redes sociais, fãs e observadores da carreira do ex-The Smiths não economizaram críticas à escolha estética, considerada por muitos fraca, preguiçosa e constrangedora.
Para parte do público, a arte não conversa em nada com a tradição visual refinada que sempre acompanhou Morrissey, tanto nos tempos de The Smiths quanto em seus primeiros discos solo. O consenso? Cadê o conceito, cadê o charme, cadê o drama bem pensado?
“Autorretrato demais, ideia de menos”
Muitos comentários apontam que a capa reforça uma fase recente do cantor marcada por imagens autocentradas e pouco elaboradas. A fotografia escolhida foi descrita como deslocada, sem impacto e incompatível com o tom melancólico, irônico e provocador que sempre foi marca registrada de sua música.
No X/Twitter, a arte de Make-Up Is a Lie já ganhou o rótulo nada amigável de “pior capa do ano”. Um fã resumiu o sentimento geral em um comentário que viralizou:
“Mais um álbum de uma longa lista com capas péssimas. Sumiram as imagens icônicas dos Smiths e dos primeiros discos solo. A capa combina com a faixa lançada. Horrível. E sou fã há 43 anos. Dá vontade de chorar.”
Duro, porém sincero.
Fãs tentam “salvar” a capa na internet
A insatisfação foi tanta que versões alternativas da capa começaram a pipocar pela internet. Admiradores se aventuraram a recriar o visual do álbum, ajustando cores, enquadramento e conceito, numa tentativa quase terapêutica de resgatar o padrão artístico do passado.
Para muitos, o problema vai além do gosto pessoal: a capa simbolizaria um distanciamento de Morrissey do cuidado estético que ajudou a transformá-lo em um ícone cultural.
Música nova, polêmica antiga
Enquanto Make-Up Is a Lie não chega às plataformas, o debate segue quente. Entre amor, frustração e memes, uma coisa é certa: Morrissey ainda sabe como chamar atenção — mesmo que seja pelo motivo errado.
E você, encara essa fase ou também acha que o Moz anda pisando feio na bola?




