Se alguém ainda tinha dúvidas de que Morrissey se considera a grande alma dos The Smiths, o cantor resolveu transformar essa ideia em estampa.
O ex-vocalista da lendária banda britânica lançou uma nova coleção oficial de camisetas inspiradas em clássicos do grupo, mas com um detalhe que fez muita gente esfregar os olhos: o nome The Smiths simplesmente desapareceu. No lugar, aparece apenas “Morrissey”.
Resultado? Mais uma treta digna de um álbum de rock.

Imagem: Ilya S. Savenok
Clássicos dos Smiths… com outro nome na capa
As peças chegaram discretamente à MPORIUM, loja oficial do cantor no Reino Unido, por £30 cada.
A coleção resgata a identidade visual de dois discos históricos da banda: Meat Is Murder (1985) e The Queen Is Dead (1986).
Só que há uma mudança impossível de ignorar.
A tradicional tipografia com o nome The Smiths foi substituída pelo sobrenome de Morrissey, dando a entender que o cantor resolveu reescrever a capa — e, para muitos fãs, parte da história da banda.
A repercussão foi imediata. O modelo inspirado em The Queen Is Dead esgotou poucas horas após entrar à venda.
Johnny Marr certamente não deve ter gostado da novidade
A mudança reacendeu uma rivalidade que já dura décadas.
Muitos fãs enxergaram a iniciativa como uma tentativa de diminuir a importância dos outros integrantes, principalmente do guitarrista Johnny Marr, além do baixista Andy Rourke e do baterista Mike Joyce.
Afinal, por mais marcante que tenha sido a presença de Morrissey, os The Smiths sempre foram reconhecidos como o resultado da combinação entre quatro músicos.
Mais um capítulo da novela Morrissey x Johnny Marr
A relação entre os antigos parceiros continua longe de qualquer final feliz.
Segundo Morrissey, Johnny Marr teria impedido diversos projetos envolvendo relançamentos, box sets e coletâneas da banda, além de recusar propostas milionárias para uma reunião dos The Smiths.
Já Marr sustenta outra versão da história.
O guitarrista afirma que preferiu manter o legado da banda intacto e já declarou que não pretende voltar a dividir o palco com o antigo companheiro, citando também divergências relacionadas às posições políticas adotadas por Morrissey nos últimos anos.
Com a nova coleção, muita gente interpretou que o cantor tenta reforçar sua ligação criativa com a obra da banda — uma leitura que, naturalmente, gerou mais discussão do que consenso.
Internet dividida: genialidade ou ego nas alturas?
Como quase tudo que envolve Morrissey, a novidade rapidamente virou debate nas redes sociais.
Uma parte dos fãs classificou a iniciativa como um exagero e acusou o cantor de reescrever a história dos The Smiths, lembrando que o sucesso da banda nasceu da química entre seus quatro integrantes.
Do outro lado, admiradores do vocalista defendem que sua voz, suas letras e sua personalidade sempre foram o principal cartão de visitas do grupo, enxergando as camisetas como itens de colecionador perfeitamente legítimos.
Uma coisa, porém, ninguém pode negar.
Décadas depois do fim dos The Smiths, Morrissey continua fazendo exatamente o que sempre soube fazer muito bem: provocar, dividir opiniões e manter seu nome entre os assuntos mais comentados do universo do rock.



