Depois de Queen, Elton John, Bob Dylan e, em breve, dos Beatles, será que chegou a vez dos Rolling Stones dominarem as telonas?
A possibilidade existe, e quem alimentou a esperança dos fãs foi ninguém menos que Mick Jagger. Em entrevista à revista GQ, o vocalista revelou que uma cinebiografia dos Rolling Stones é uma ideia que desperta interesse, mas reconheceu que transformar mais de seis décadas de história em apenas um filme seria um baita desafio.

Imagem: Marcelo Rossi
Como resumir 60 anos de rock em duas horas?
Jagger explicou que existem várias maneiras de contar a trajetória de uma banda, mas acredita que o maior obstáculo seria justamente decidir qual fase merece os holofotes.
Segundo o cantor, os Rolling Stones passaram por tantas transformações ao longo da carreira que escolher apenas um recorte da história não seria tarefa simples.
“Existem muitas maneiras de fazer cinebiografias”, comentou o músico.
Bob Dylan virou inspiração para a ideia
Durante a conversa, Mick Jagger citou “A Complete Unknown”, filme sobre Bob Dylan, como um exemplo interessante de abordagem.
Em vez de contar toda a vida do artista, o longa foca no período em que Dylan deixou o folk para mergulhar de cabeça no rock elétrico. Para Jagger, esse tipo de narrativa funciona justamente por destacar um momento marcante da carreira.
No caso dos Rolling Stones, porém, a conta fica bem mais complicada.
Material para um filme? Os Stones têm para uma franquia inteira
A história da banda é praticamente um manual do rock. Tem a explosão da British Invasion nos anos 1960, os discos clássicos da década de 1970, turnês monumentais, mudanças na formação, histórias de bastidores e uma longevidade que desafia qualquer estatística do universo musical.
Não é à toa que Jagger resumiu tudo em poucas palavras: é uma história longa… longa mesmo.
Se depender do currículo dos Rolling Stones, talvez um único filme nem dê conta do recado. Quem sabe uma trilogia? Ou uma série? Convenhamos: material não falta.



