O disco homônimo do Metallica, eternizado como “Black Album”, é um divisor de águas no heavy metal. O álbum levou a banda a outro patamar comercial, mas também gerou debate: para parte dos fãs, o grupo suavizou o thrash e apostou em um som mais acessível e direto.
E foi justamente essa virada que, segundo Rex Brown, ajudou a moldar o futuro do Pantera.

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“Vimos uma fresta e passamos com tudo”, diz Rex Brown
Em entrevista ao Loudwire, o baixista foi direto ao comentar a possível influência do Black Album no caminho que a banda texana seguiu.
“É verdade. Não é que eu não tenha gostado do Black Album. A gente só sentiu que havia uma pequena fresta na porta pela qual talvez pudéssemos passar”, afirmou.
Segundo Rex, o Pantera tinha uma coleção de riffs insanos prontos para explodir. No estúdio, tudo aconteceu rápido — pesado, orgânico e praticamente sem freio. O resultado foi Vulgar Display of Power, um dos discos mais agressivos e influentes dos anos 1990.
Do “Cowboys” ao impacto definitivo
Rex relembra o processo de gravação como algo quase automático. A banda vinha de uma maratona intensa de 338 dias de turnê promovendo Cowboys from Hell e teve apenas cerca de três semanas de descanso antes de entrar em estúdio novamente.
“Estávamos prontos pra caramba”, resumiu o baixista.
Se “Cowboys From Hell” apresentou o Pantera ao mundo, foi com Vulgar Display of Power que o grupo cravou seu nome no concreto da história do metal. Peso absurdo, atitude e uma identidade sonora inconfundível.
Mudança estratégica ou acaso do destino?
Enquanto o Metallica expandia horizontes e alcançava as massas com um som mais lapidado, o Pantera ocupava o espaço deixado e elevava o nível de agressividade do gênero.
No fim das contas, a história mostra que o metal não perdeu força — ele apenas mudou de forma. E, no meio dessa virada, nasceu um dos álbuns mais icônicos da música pesada nos anos 1990.




