No Megadeth, os riffs podem ser pesados, mas a conversa sobre dinheiro não precisa virar uma guerra de guitarras. Dirk Verbeuren, baterista da banda de thrash metal, revelou uma história curiosa sobre a divisão de royalties e os créditos de composição do grupo. Segundo ele, Dave Mustaine ofereceu uma porcentagem de ganhos maior do que a solicitada pelo músico após sua contribuição para algumas faixas.
A revelação aconteceu durante uma clínica de bateria, quando um fã perguntou como Dirk negociava com Mustaine sua participação financeira nas músicas que ajudava a criar.
A resposta foi uma surpresa positiva: em vez de uma disputa por cada riff, o baterista descreveu um processo de avaliação das contribuições e afirmou que recebeu mais do que imaginava.

Imagem: Ross Halfin
Como funciona a divisão dos royalties no Megadeth?
Ao responder à pergunta, Dirk explicou que o processo começou com uma demonstração musical que ele havia preparado. Mustaine pegou o material, trabalhou nas partes de guitarra, aprimorou os riffs e ajudou a definir a estrutura final da música.
Com o lançamento do álbum se aproximando, os dois sentaram para revisar as composições e identificar quais partes haviam sido criadas pelo baterista.
“Quais riffs você escreveu?”, perguntou Mustaine, segundo o relato de Verbeuren.
O músico apontou suas contribuições, enquanto o vocalista e guitarrista avaliava cada trecho e reconhecia os riffs que pertenciam ao baterista. A partir daí, eles estabeleceram a participação de Dirk em cada composição.
Mas foi na hora de discutir o pagamento que veio a parte mais interessante.
Mustaine perguntou quanto o baterista gostaria de receber. Dirk apresentou sua expectativa, mas o líder do Megadeth sugeriu um valor superior.
“Ele acabou me pagando mais do que eu esperava por aquela música”, contou Verbeuren.
Para quem vive no universo do rock, a história mostra que a parceria criativa também pode funcionar na base da transparência — sem precisar transformar cada sessão de estúdio em um solo interminável de negociação.
Dirk Verbeuren defende a postura de Dave Mustaine
O baterista também aproveitou a oportunidade para elogiar a maneira como Mustaine conduz esse tipo de negociação.
Segundo Dirk, embora o vocalista tenha uma reputação controversa e seja alvo de diversas histórias ao longo da carreira, sua experiência pessoal com a divisão dos créditos foi positiva.
“Ele é um cara muito honesto quando se trata dessas questões”, afirmou o músico.
Verbeuren acrescentou que Mustaine realmente abre espaço para que os integrantes contribuam com as composições. E isso não ficou restrito a trabalhos anteriores: o baterista também participou da criação de material para o álbum Megadeth, lançado em 2026.
A declaração chama a atenção porque Mustaine é conhecido por ser a principal força criativa por trás da banda. Mesmo assim, segundo Dirk, as contribuições dos outros integrantes são reconhecidas quando fazem parte das músicas.
Teemu Mäntysaari também deixou sua marca no novo álbum
E não foi só o baterista que colocou ideias na mesa. Teemu Mäntysaari, guitarrista finlandês que entrou no Megadeth em setembro de 2023 para substituir temporariamente o brasileiro Kiko Loureiro, também teve participação importante no disco. Ele foi efetivado na formação dois meses depois.
De acordo com Verbeuren, o guitarrista contribuiu bastante para o álbum Megadeth (2026), acrescentando material próprio às composições.
“O Teemu, nosso novo guitarrista, também contribuiu bastante, então tem muita coisa dele no disco”, explicou o baterista.
Dirk ainda destacou que, para Mustaine, o mais importante é o resultado musical. Se a ideia funciona e combina com a identidade do Megadeth, a autoria não precisa ser um obstáculo.
Segundo ele, o líder da banda não se preocupa tanto com quem escreveu determinada parte, desde que ela seja boa e faça sentido dentro do som do grupo.
No thrash metal, o que vale é o riff — e o crédito também
A história de Dirk Verbeuren revela um lado menos conhecido dos bastidores do Megadeth: a divisão dos créditos e dos royalties pode envolver conversas diretas sobre quem criou cada parte de uma música.
O relato também reforça a participação dos integrantes na construção do álbum de 2026, com contribuições tanto do baterista quanto de Teemu Mäntysaari.
No fim das contas, um riff matador pode ajudar a construir um clássico, mas reconhecer quem colocou a ideia na mesa também faz parte do jogo. E, pelo relato de Dirk, dessa vez a negociação terminou com uma surpresa agradável para quem estava atrás da bateria.



