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Máscaras fora do tribunal: Slipknot recua em processo contra o domínio Slipknot.com

O Slipknot resolveu tirar o pé do acelerador — pelo menos por enquanto — em sua disputa judicial envolvendo o domínio Slipknot.com. A banda norte-americana retirou voluntariamente o processo que havia movido com base na legislação federal dos Estados Unidos contra cybersquatting e violação de marca registrada.

Segundo informações do site Domain Name Wire, o caso foi encerrado sem decisão definitiva, o que mantém o caminho livre para uma possível retomada da ação no futuro. O processo havia sido aberto no segundo semestre de 2025 e mirava o uso comercial do domínio, registrado em 2001, que estaria faturando em cima do nome da banda sem qualquer ligação oficial.

IBAGEM SLIPKNOT

Imagem: Reprodução


Ingressos, merch e VIPs… só que não oficiais

De acordo com a ação original, o endereço Slipknot.com exibia links patrocinados para “ingressos para shows”, “produtos oficiais do Slipknot” e até “pacotes VIP” — tudo isso sem autorização do grupo. Para os advogados da banda, o site induzia fãs ao erro ao simular uma aparência de oficialidade.

Desde os anos 1990, o endereço oficial da banda sempre foi Slipknot1.com, justamente para evitar esse tipo de confusão. O problema, segundo os representantes legais, era que o verdadeiro dono do domínio disputado não era claramente identificado e estaria explorando comercialmente a marca do grupo.


Prazo perdido, processo arquivado

No início desta semana, os advogados do atual detentor do domínio pediram o arquivamento do caso, alegando que o Slipknot não notificou o registrante dentro do prazo estabelecido pelo tribunal. No dia seguinte, veio o movimento final: a banda protocolou oficialmente a desistência voluntária da ação.

Nos Estados Unidos, a Anti-Cybersquatting Consumer Protection Act permite que marcas assumam o controle de domínios semelhantes aos seus nomes, desde que consigam provar má-fé, confusão intencional do público ou lucro indevido. Foi exatamente esse o argumento apresentado pelo Slipknot no processo original.


Mistério nas Ilhas Cayman

Os registros de WHOIS e da ICANN não esclarecem quem está por trás do domínio Slipknot.com. O que aparece é apenas um endereço postal nas Ilhas Cayman. Em documentos técnicos, surge o nome “Slipknot Online Services, Ltd”, uma entidade que, segundo investigações, não possui registro oficial em nenhum estado dos Estados Unidos.


Processo sai de cena, cofres cheios

A retirada da ação acontece cerca de dois meses após o Slipknot vender seu catálogo musical por aproximadamente US$ 120 milhões para a HarbourView Equity Partners. O acordo envolve direitos de publicação e royalties, mas não inclui material futuro da banda.

Com carreira oficialmente iniciada em 1999, o Slipknot soma um Grammy, discos de ouro e platina, bilhões de streams e uma legião global de fãs. O clássico “Iowa” (2001) é frequentemente citado como um dos álbuns de metal mais importantes de todos os tempos.

Já o trabalho mais recente, “The End, So Far”, estreou no topo da Top Album Sales da Billboard, alcançou o 2º lugar da Billboard 200 e liderou rankings em mercados como Reino Unido, Alemanha, Austrália e México.


Silêncio estratégico, não rendição

Apesar do encerramento temporário do processo, a história está longe de acabar. Como o caso foi arquivado sem julgamento, o Slipknot ainda pode voltar à Justiça e reabrir a disputa pelo domínio Slipknot.com.

Por enquanto, o grupo deixa o tribunal de lado — mas mantém a máscara pronta caso a guerra digital volte ao palco.