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Limp Bizkit presta tributo rock n’roll a Sam Rivers no primeiro show após sua morte

O Limp Bizkit viveu um daqueles capítulos que ninguém quer tocar ao vivo. No último sábado, 29 de novembro, a banda voltou aos palcos pela primeira vez desde a morte do baixista Sam Rivers, em uma apresentação carregada de energia e saudade na Explanada Estadio Azteca, na Cidade do México. O show abriu oficialmente a etapa latino-americana da “Loserville Gringo Papi Tour 2025”.

Para segurar as linhas de baixo nessa nova fase, o grupo chamou Kid Not (Richie Buxton), parceiro de composição da cantora Ecca Vandal, que também assina a abertura da turnê. A missão é pesada, mas o cara encarou sem tremer.

IBAGEM LIMP

Imagem: Reprodução


Tributo que parou o show

Em meio ao setlist frenético, o clima mudou. A banda deu uma pausa para exibir no telão um vídeo tributo com momentos icônicos de Sam Rivers em décadas de palco. E aí veio aquele instante de arrepiar: Fred Durst, Wes Borland, John Otto e DJ Lethal se viraram de costas para o público para assistir juntos dos fãs.

As frases “Sam Rivers, nosso irmão para sempre” e “Nós te amamos para sempre” fecharam o vídeo, seguidas de um abraço coletivo dos músicos — o tipo de cena que faz qualquer roqueiro engolir seco.


“Este é para você, Sammy”

Horas antes do show, o baterista John Otto já tinha deixado o tom do dia mais claro ao publicar um desabafo nas redes sociais:

“Hoje vai ser difícil. Uma estreia que eu nunca quis experimentar”, escreveu. Otto relembrou a infância ao lado do amigo, as bandas de garagem, os sonhos compartilhados e chamou Rivers de padrinho das filhas, melhor amigo e irmão.

E concluiu: “Vamos honrar a vida que você viveu e o amor que você espalhou em cada show… Este é para você, Sammy.”


Agenda segue e Brasil está no mapa

Mesmo de coração apertado, o Limp Bizkit continua a turnê, passando por Costa Rica, Colômbia, Peru, Chile e Argentina antes de encerrar a jornada na América Latina com um show em São Paulo, no dia 20 de dezembro.

Sam Rivers, que faleceu em 18 de outubro aos 48 anos, havia enfrentado graves problemas hepáticos e fez um transplante de fígado em 2017. Ele retornou à banda em 2018 e seguiu ativo até seus últimos dias, deixando um legado gigante no rock.