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KISS: Gene Simmons abre o jogo e admite erro pesado com Ace Frehley

Nem só de maquiagem, pirotecnia e riffs vive o KISS. Em um momento mais pé no chão, Gene Simmons soltou uma confissão daquelas: ele se arrepende de não ter batido de frente para ajudar Ace Frehley a lidar com os problemas com drogas e álcool.

A declaração veio durante participação no podcast Inside Of You With Michael Rosenbaum, onde Simmons revisitou momentos tensos da história da banda — e não economizou na sinceridade.

IBAGEM ACE FREHLEY

Imagem: Reprodução

“Fingimos que estava tudo bem”

Sem rodeios, o baixista reconheceu que a postura da banda foi um vacilo daqueles. Segundo ele, faltou coragem para agir quando a situação já dava sinais claros de que estava fora de controle.

“Eu deveria ter feito alguma coisa… e muito antes”, afirmou. Para Simmons, uma intervenção poderia ter mudado o rumo da história. Em tom crítico, classificou a decisão de ignorar o problema como “estúpida e vergonhosa”.

Entre caos e genialidade

A relação entre os dois sempre foi uma montanha-russa. Simmons relembrou episódios de atrasos, faltas em compromissos e comportamento imprevisível de Frehley ao longo dos anos — ingredientes que alimentaram conflitos internos na banda.

Mesmo assim, deixou claro que o respeito nunca saiu de cena. Segundo ele, quando estava sóbrio, Ace era praticamente outra pessoa — focado, criativo e com aquele talento que ajudou a moldar o som do KISS.

Sem filtro: vício e decisões ruins

Durante a conversa, Simmons foi direto ao ponto: sob efeito de substâncias, ninguém toma decisões inteligentes. A fala veio como reflexão, não ataque — um reconhecimento do impacto real do vício na vida pessoal e profissional.

Legado que ninguém apaga

Apesar dos altos e baixos, Simmons fez questão de destacar o peso de Frehley na história do rock. O guitarrista não só ajudou a construir a identidade do KISS como também influenciou gerações com seu estilo e presença de palco.

No fim das contas, fica aquele gosto agridoce: entre erros, excessos e clássicos eternos, a história do KISS segue sendo tão intensa quanto um solo no volume máximo.