O Guns N’ Roses soltou um comunicado que caiu como um solo fora do tom para os fãs: a tecladista Melissa Reese está fora da próxima etapa da turnê mundial. A notícia veio às vésperas do retorno da banda aos palcos e já movimentou a base de fãs.
Segundo a nota oficial, o afastamento acontece por “motivos pessoais imprevistos”. Sem rodeios, a equipe pediu apoio do público: “Esperamos que nossos fãs entendam”. Enquanto isso, o grupo segue preparando uma agenda pesada de shows ao redor do mundo.

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A nova fase da tour começou no sábado, 28 de março, em Monterrey, no México, e ainda vai cruzar América do Sul e Europa, antes de desembarcar novamente nos Estados Unidos para uma sequência de apresentações em estádios durante o verão.
A mulher que fez história no Guns
A ausência de Melissa Reese pesa — e não é pouco. A musicista entrou para o Guns N’ Roses em 2016, indicada pelo ex-baterista Bryan “Brain” Mantia, assumindo os teclados ao lado de Dizzy Reed no lugar de Chris Pitman. A estreia rolou no icônico show do Troubadour, em Los Angeles, marcando o início de uma nova fase da banda.
Mais do que reforço musical, Reese quebrou uma barreira histórica ao se tornar a primeira mulher a integrar oficialmente o grupo. Em entrevista à Rolling Stone em 2020, ela falou sobre o peso disso dentro de um universo ainda dominado por homens.
“O Guns ainda é visto como um clube masculino, mas eu não poderia estar cercada por pessoas melhores”, comentou na época.
Além da técnica, ela construiu uma conexão forte com Axl Rose, Slash e Duff McKagan, descrevendo a relação como uma verdadeira família de estrada. “Eles são como irmãos mais velhos”, disse, reforçando sua importância dentro da formação.
E agora, como fica o som?
Até o momento, a banda não revelou se haverá um substituto para assumir os teclados e backing vocals durante a ausência de Reese. Isso deixa no ar uma dúvida que já ecoa entre os fãs: como o Guns N’ Roses vai segurar sua parede sonora sem uma de suas peças mais versáteis?
A resposta deve começar a aparecer nos próximos shows. Até lá, fica a expectativa — e aquele frio na barriga digno de pré-show de rock pesado.



