DESTAQUESNOTÍCIAS

Guitarrista do Velvet Revolver revela carta de rejeição de Ozzy Osbourne e a história é puro rock n’ roll

Receber um “não” pode doer, mas, às vezes, ele vem embalado como item de colecionador. O guitarrista Dave Kushner, conhecido por seu trabalho no Velvet Revolver, surpreendeu os fãs ao compartilhar uma lembrança inusitada de sua carreira: uma carta de rejeição enviada pela equipe de Ozzy Osbourne.

A história aconteceu em 1987, quando Kushner participou das audições para assumir a guitarra da banda do eterno Príncipe das Trevas, após a saída de Jake E. Lee. No fim das contas, quem ficou com a vaga foi Zakk Wylde, mas Dave saiu da experiência com uma recordação digna de moldura.

IBAGEM DAVE

Imagem: YouTube

Ao publicar a carta assinada por Sharon Osbourne em seu Instagram, o músico resumiu tudo com bom humor:

“A melhor carta de rejeição que já recebi! Ozzy Osbourne, sinto falta do grandalhão.”


Sharon Osbourne recusou… mas deixou a porta entreaberta

Na carta, Sharon Osbourne agradece o material enviado por Dave e explica que outro guitarrista havia sido escolhido. Mesmo assim, faz questão de elogiar seu talento e informa que o material permaneceria arquivado para futuras oportunidades.

Nada mal para uma rejeição.

O documento ainda desejava sucesso ao músico, mostrando que, mesmo sem conquistar a vaga, Kushner havia chamado a atenção da equipe de Ozzy.


Adeus a Ozzy emocionou Dave Kushner

Após a morte de Ozzy Osbourne, em 22 de julho de 2025, Dave também prestou uma homenagem nas redes sociais.

O guitarrista relembrou o impacto gigantesco do vocalista no mundo da música e afirmou ser grato por ter convivido com ele.

Segundo Kushner, poucos artistas deixaram uma marca tão profunda tanto na indústria quanto nos fãs de rock.


Do “não” ao sucesso com o Velvet Revolver

Se Ozzy fechou uma porta, o rock tratou de abrir várias outras.

Pouco tempo depois da audição, Dave Kushner passou por bandas como Wasted Youth, Electric Love Hogs e Infectious Grooves, até chegar ao Velvet Revolver.

Ao lado de Slash, Duff McKagan, Matt Sorum e Scott Weiland, ajudou a formar um verdadeiro supergrupo do rock.

O álbum Contraband (2004) estreou no topo da Billboard 200, vendeu mais de dois milhões de cópias e transformou Kushner em um dos guitarristas mais respeitados de sua geração.

No fim das contas, aquela carta de rejeição virou apenas mais um capítulo curioso de uma carreira que encontrou seu próprio caminho. Afinal, no rock, às vezes o melhor solo começa justamente depois de um belo “não”.