Antes de subir ao palco na abertura do Super Bowl, neste domingo (8), o Green Day resolveu aquecer os amplificadores em uma festa fechada para convidados, na sexta-feira (6). E como era de se esperar, o ensaio geral veio acompanhado de polêmica, discurso direto e zero filtro.
Segundo o San Francisco Chronicle, o vocalista e guitarrista Billie Joe Armstrong interrompeu o show para mandar um recado nada amistoso aos agentes do ICE, a polícia de imigração dos Estados Unidos.

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Billie Joe Armstrong sem papas na língua
No meio da apresentação, o frontman disparou:
“E isso vale para todos os agentes do ICE, onde quer que vocês estejam: larguem esses empregos de m****. Porque quando isso acabar — e vai acabar — Kristi Noem, Stephen Miller, JD Vance e Donald Trump vão descartar vocês como um vício ruim. Venham para o nosso lado.”
Punk rock raiz, microfone aberto e mensagem entregue.
No Super Bowl, tom mais contido
Já no palco do Super Bowl, o Green Day preferiu pisar um pouco no freio. A banda evitou falas mais pesadas e, desta vez, tocou “American Idiot” com o verso original — sem a já famosa troca de “I’m not part of a redneck agenda” por “I’m not part of a MAGA agenda”.
Nada de discurso inflamado, só música. Pelo menos ali.
Trump reage e ataca Green Day
Mesmo assim, Donald Trump não curtiu nada a escolha da banda para a abertura do evento. Em entrevista ao New York Post, foi direto:
“Sou contra eles. Acho uma escolha terrível. Tudo o que fazem é semear ódio. Terrível.”
Climinha amistoso? Nem de longe.
Bad Bunny também entra na mira
A irritação do presidente não parou por aí. O cantor Bad Bunny, vencedor do Grammy e outro nome da abertura do Super Bowl, também virou alvo. Trump detonou o artista em sua rede social:
“Absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos! Não faz sentido nenhum. É uma afronta à grandeza da América. Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo, e a dança é repugnante.”
E finalizou, sem economizar adjetivos:
“Esse ‘show’ é um tapa na cara do nosso país, que está estabelecendo novos padrões e recordes todos os dias.”
Punk rock, pop latino e política no mesmo palco
Entre guitarras distorcidas, pop latino e discursos políticos, a abertura do Super Bowl provou mais uma vez que, quando música e poder se encontram, o volume sempre sobe — dentro e fora do palco.



