O Gorillaz apertou o play nesta sexta-feira (27) e colocou no mundo seu novo álbum de estúdio, “The Mountain”. Mas não se trata apenas de mais um lançamento: o disco mergulha fundo em temas como vida, morte e renascimento, inspirado pela recente perda dos pais dos criadores Damon Albarn e Jamie Hewlett.
O resultado é um trabalho introspectivo, mas sem perder a identidade inquieta que sempre marcou o projeto.

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Da Índia para o mundo: espiritualidade no volume máximo
Grande parte da atmosfera do álbum nasceu durante uma jornada de Albarn pela Índia. A energia espiritual de Varanasi atravessa as faixas, com destaque para a participação de Anoushka Shankar, cujo sitar conduz momentos-chave do disco.
Na narrativa visual da banda, Murdoc e companhia largam os holofotes e partem rumo a paisagens isoladas e montanhosas. Musicalmente, porém, a viagem cruza Londres, Nova Delhi e Nova York, conectando culturas e estilos sem pedir permissão.
“Casablanca”: quando The Clash encontra The Smiths
Se o álbum já chama atenção pela proposta conceitual, a faixa “Casablanca” eleva o nível para histórico. A música reúne Paul Simonon, do The Clash, e Johnny Marr, guitarrista do The Smiths.
É o tipo de encontro que parece papo de bastidor, mas virou realidade em estúdio.
O disco ainda entrega participações de peso como IDLES, Bizarrap e uma colaboração póstuma emocionante do lendário baterista Tony Allen.
Vanguarda intacta após décadas
Com “The Mountain”, o Gorillaz reafirma sua posição na linha de frente da música contemporânea. O álbum costura punk rock, world music, guitarras icônicas e uma carga emocional intensa, sem soar repetitivo ou acomodado.
Depois de décadas na estrada — ainda que em formato animado — a banda mostra que continua expandindo fronteiras, conectando gerações e transformando encontros improváveis em hinos modernos.



