O Gorillaz resolveu apertar o play na imaginação e lançou um curta-metragem animado de oito minutos intitulado “A Montanha, A Caverna da Lua e o Deus Triste”.
O projeto chega para celebrar o álbum “A Montanha”, primeiro trabalho da banda pelo novo selo próprio, KONG, e entrega uma viagem visual daquelas que misturam psicodelia, nostalgia e arte feita no capricho.

Imagem: Reprodução
Animação 2D raiz, traço clássico e vibe cinematográfica
Dirigido por Jamie Hewlett, cocriador da banda, ao lado de Max Taylor e Tim McCourt, do estúdio londrino THE LINE, o filme é praticamente uma carta de amor à animação 2D clássica.
Foram cerca de 18 meses de produção e milhares de horas de trabalho artesanal. O resultado? Texturas ricas, cenários desenhados à mão e uma estética inspirada nos longas animados dos anos 1960. Nada de atalhos digitais exagerados: o foco foi valorizar o processo tradicional, combinando técnicas analógicas com um fluxo híbrido moderno, mas respeitando limitações visuais da época.
É o Gorillaz em modo vintage, só que turbinado.
A jornada mística de Murdoc, 2D, Russel e Noodle
Na história, Murdoc Niccals, 2D, Russel Hobbs e Noodle (Macarrão) abandonam temporariamente o estrelato global após desembarcarem em Mumbai com quatro passaportes falsos, fruto de um esquema duvidoso ligado a contatos de Murdoc em Nova York.
A partir daí, a banda mergulha numa jornada espiritual pelas montanhas da Índia, explorando novos sons, reflexões existenciais e aquela típica dose de caos criativo que faz parte do DNA do grupo.
Menos glamour pop, mais introspecção sonora — mas sem perder o deboche característico.
Turnê gigante no Reino Unido e Irlanda em 2026
Além do curta e do novo álbum, o Gorillaz também confirmou uma turnê robusta para 2026. A série de shows começa em 20 de março, em Manchester, e passa por cidades como Birmingham, Glasgow, Leeds, Cardiff, Nottingham, Liverpool, Belfast e Dublin.
O grand finale acontece no Tottenham Hotspur Stadium, em Londres, no dia 20 de junho de 2026, com participação especial de Sparks e Trueno.
Sim, é aquela mistura improvável que só o Gorillaz sabe fazer: rock alternativo, rap, arte conceitual e uma estética que parece saída de um delírio coletivo — no melhor sentido possível.
Com novo selo, curta cinematográfico e turnê de estádio, a banda mostra que continua reinventando seu próprio universo. E se depender desse novo capítulo, a montanha ainda vai ecoar alto no mundo do rock alternativo.




