Enquanto muita gente desacelera, Glenn Tipton segue no modo heavy metal até quando o assunto é ciência. O guitarrista histórico do Judas Priest anunciou a doação de £250 mil — cerca de R$ 1,7 milhão — ao Imperial College London, por meio da Fundação Glenn Tipton para Parkinson. O objetivo é claro: empurrar a pesquisa científica para frente e ampliar as chances de tratamentos mais eficazes contra a doença.
Diagnosticado com Parkinson em 2015, Tipton decidiu transformar um momento difícil em ação concreta. Desde então, a fundação criada por ele vem arrecadando recursos por meio de diferentes iniciativas, incluindo a venda de produtos especiais aos fãs durante as turnês do Judas Priest.

Imagem: Reprodução
Do palco para o laboratório
Antes da nova doação, a fundação já havia destinado £230 mil à universidade britânica. Agora, com o novo aporte, o investimento cresce de forma significativa e fortalece uma linha de pesquisa considerada promissora.
O dinheiro será aplicado em estudos sobre o ultrassom focalizado guiado por ressonância magnética (MRgFUS), uma técnica moderna que busca reduzir sintomas físicos do Parkinson — especialmente os tremores — sem a necessidade de cirurgias invasivas.
Ciência no volume máximo
De acordo com o professor Peter Bain, responsável pela pesquisa, o foco vai além do laboratório:
“O objetivo final é tornar esse tratamento disponível pelo NHS.”
Já Glenn Tipton, com a mesma postura firme que sempre teve no palco, resumiu a iniciativa com uma mensagem direta e otimista:
“Vamos vencer essa doença terrível. Unidos venceremos.”
Heavy metal, esperança e legado
Mesmo afastado das turnês completas, Glenn Tipton segue deixando sua marca — agora não só na história do heavy metal, mas também na ciência médica. A atitude reforça que o espírito do Judas Priest continua vivo: resistência, união e volume alto, seja nos amplificadores ou na luta por um futuro melhor.



