DESTAQUESNOTÍCIAS

Gene Simmons relembra filme bizarro do Kiss e admite — “a gente não fazia ideia do que estava fazendo”

Entre as muitas aventuras fora dos palcos da banda Kiss, poucas são tão curiosas quanto o filme Kiss Meets the Phantom of the Park, conhecido no Brasil como “Kiss Contra o Fantasma do Parque”. Misturando ficção científica, parque de diversões e versões robóticas da própria banda, o longa acabou entrando para a história do rock — mesmo parecendo mais uma comédia maluca do que um blockbuster.

Décadas depois, o baixista Gene Simmons resolveu revisitar essa fase em entrevista ao Movie Moments e contou que, durante as filmagens, nem a própria banda sabia exatamente o que estava acontecendo.

IBAGEM KISS E OS FANTASMAS

Imagem: Reprodução

Quando o Kiss era a banda mais popular do planeta

Segundo Simmons, a ideia do filme surgiu porque o Kiss dominava a cultura pop no final dos anos 70. A banda liderava pesquisas de popularidade e atraía o interesse de toda a indústria do entretenimento.

“Todo tipo de gente queria que fizéssemos um filme, porque o Kiss era a maior banda do mundo na pesquisa Gallup — acima dos The Beatles e do Led Zeppelin por três anos seguidos: 1977, 1978 e 1979”, relembrou.

Com tanta fama, vieram convites para filmes, desenhos animados e qualquer projeto que pudesse aproveitar a popularidade da banda.

O resultado foi um roteiro bastante… peculiar: monstros clássicos como Frankenstein, Drácula e lobisomens, robôs no parque temático e até versões autômatas dos próprios integrantes do Kiss.

“Foi divertido… mas ninguém sabia o que estava fazendo”

Mesmo com um diretor experiente no comando, o clima nos bastidores era quase improvisado.

O diretor Gordon Hessler tentava manter tudo sob controle, mas a banda estava claramente perdida em meio à produção.

Simmons lembra que, depois de cada cena, o cineasta aparecia educadamente perguntando se eles tinham gostado do resultado.

A resposta da banda era sempre meio confusa: eles esperavam que o próprio diretor dissesse se a cena estava boa ou não.

No fim das contas, ninguém tinha muita certeza do que estava acontecendo — mas todo mundo seguiu em frente.

Ace Frehley perdeu a paciência nas gravações

Anos depois, em 2018, o guitarrista Ace Frehley também contou uma história caótica envolvendo o filme.

Segundo ele, houve um dia em que acordou cedo, foi até o set, passou horas na maquiagem e no figurino… só para descobrir que não filmaria nada naquela manhã.

Depois de esperar tempo demais, Frehley perdeu a paciência e foi tirar satisfação com um produtor.

“Se você quer que eu esteja na maquiagem às nove da manhã, é melhor ter certeza de que o cronograma está correto”, disparou o guitarrista antes de sair irritado do estúdio.

Um filme que virou cult (mesmo contra a vontade da banda)

Apesar das críticas internas, Frehley sempre teve uma visão mais bem-humorada sobre a produção.

Para ele, o filme é simplesmente um grande exagero rock n’ roll, algo divertido e sem a pretensão de ser um clássico de Hollywood.

Já outros integrantes, como Simmons e Paul Stanley, nunca esconderam que detestam o resultado final — talvez porque esperassem algo mais épico.

O longa foi exibido originalmente na televisão americana NBC em 28 de outubro de 1978, com grande parte das filmagens acontecendo no parque Six Flags Magic Mountain, na Califórnia.

Com o passar dos anos, a produção ganhou status de clássico cult entre fãs de rock. Mesmo assim, durante muito tempo circulou uma história curiosa nos bastidores: na presença dos integrantes do Kiss, mencionar o filme era praticamente proibido.