Se alguém ainda tinha dúvida de que o Foo Fighters sabe como surpreender um público, a banda tratou de encerrar a discussão em grande estilo durante a abertura da etapa europeia da Take Cover Tour.
O palco da Unity Arena, em Oslo, na Noruega, virou uma verdadeira máquina do tempo do punk rock. Em vez da tradicional apresentação dos integrantes, o grupo resolveu apresentar suas credenciais musicais da forma mais divertida possível: tocando músicas que marcaram a trajetória de cada membro antes da fama mundial.

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O primeiro a assumir o protagonismo foi o guitarrista Chris Shiflett, que largou a função habitual para assumir guitarra e vocais em uma emocionante execução de “Invincible”, clássico da banda No Use For A Name, grupo que integrou antes de entrar para o Foo Fighters.
A escolha da música também carregou um significado especial. Lançada no álbum “Making Friends”, de 1997, a faixa serviu como homenagem ao eterno Tony Sly, vocalista da banda punk que faleceu em 2012 e segue sendo uma referência para fãs do gênero.
Mas a nostalgia estava apenas começando.
Em uma das cenas mais inesperadas da noite, Dave Grohl abandonou o microfone e reassumiu o posto atrás da bateria, posição que o consagrou nos tempos de Nirvana. Enquanto isso, o baterista da atual turnê, Ilan Rubin, mostrou que é um verdadeiro canivete suíço do rock e assumiu guitarra e vocais para tocar “Tap Dancing in a Minefield”, música de seu projeto solo, The New Regime.
E quando parecia que o repertório já havia entregue todas as surpresas possíveis, veio mais uma bomba para os fãs de longa data.
O Foo Fighters ressuscitou “Marigold”, composição escrita por Grohl durante sua passagem pelo Nirvana. A canção voltou ao setlist pela primeira vez em mais de 15 anos, arrancando reações emocionadas do público presente.
Entre homenagens, trocas de instrumentos e resgates históricos, a apresentação em Oslo mostrou que o rock continua encontrando novas maneiras de fazer barulho — e de manter viva a chama de suas próprias raízes.



