Antes de virar referência máxima do metal pesado nos anos 90, o Pantera já estava na estrada — mas com outra cara, outro som e muito mais brilho. E quem viveu essa fase de perto foi Terry Glaze, ex-vocalista da banda, que agora resolveu reacender esse capítulo esquecido.
Em entrevista ao Pod Scum, Glaze incentivou os fãs a darem uma nova chance aos discos da era pré-Phil Anselmo, quando o grupo ainda mergulhava no glam metal — com direito a visual extravagante e sonoridade bem diferente do que viria depois.

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“Ignore o vocal e ouça as guitarras”, diz Glaze
Sem rodeios, o músico reconheceu que os primeiros trabalhos podem soar menos “maduros”, mas fez questão de defender o material.
Segundo ele, quem voltar nesses álbuns vai encontrar um Dimebag Darrell já destruindo tudo na guitarra desde o início. Glaze destacou especialmente o disco “Projects In The Jungle”, onde, na visão dele, o estilo do guitarrista já estava completamente formado.
Ele ainda soltou a real: se o ouvinte conseguir passar pelo vocal mais glam e focar nos riffs e na base, vai perceber que a essência do Pantera já estava ali.
Do glam ao peso: a virada com Phil Anselmo
Com a chegada de Phil Anselmo e o lançamento de “Cowboys From Hell”, o Pantera mudou de rota e entrou de vez para a história do metal — fase que acabou ofuscando os primeiros discos para muitos fãs.
Mas Glaze garante que acompanhou essa evolução de perto. Ele relembrou um momento marcante ao ouvir, ainda antes do lançamento, uma fita demo de “Vulgar Display of Power”, apresentada por Darrell.
Na ocasião, o guitarrista tocava “Mouth For War” no som do carro, empolgado, enquanto fazia air guitar e citava Van Halen como referência. “Foi incrível”, resumiu.
Capítulo ignorado… mas essencial
Terry Glaze esteve à frente dos vocais nos três primeiros álbuns do Pantera: “Metal Magic” (1983), “Projects In The Jungle” (1984) e “I Am The Night” (1985).
Hoje, ele vê essa fase como parte fundamental da construção da banda — e faz questão de lembrar: antes do peso esmagador que o mundo conheceu, já existia muito talento sendo lapidado.
Resumo? Pode até não ser o Pantera que ficou famoso, mas é ali que muita coisa começou. E, segundo Glaze, vale — e muito — dar o play sem preconceito.




