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Def Leppard: documentário autorizado “Long Live Def Leppard” chega aos cinemas em 2027

Prepare a jaqueta, aumente o volume e, se possível, escolha uma sala de cinema com um sistema de som que aguente o tranco. A história do Def Leppard vai ganhar as telonas em 2027 com “Long Live Def Leppard”, primeiro documentário totalmente autorizado pela banda.

Os direitos de distribuição da produção na América do Norte foram adquiridos pela Crosswalk, braço especializado em cinema de eventos da Bleecker Street. A previsão é que o filme chegue aos cinemas no início de 2027, embora a data exata ainda não tenha sido divulgada.

A direção é de Jeff Feuerzeig, cineasta conhecido por trabalhos como The Devil and Daniel Johnston e Author: The JT LeRoy Story.

Produzido com a participação e colaboração dos próprios integrantes do Def Leppard, o documentário promete imagens inéditas e acesso próximo aos músicos, acompanhando uma trajetória que começou entre a classe trabalhadora de Sheffield, no Reino Unido, e terminou — pelo menos até agora — nos maiores palcos do planeta.

IBAGEM DEF LEPPARD

Imagem: Ross Halfin

De Sheffield para o mundo

A história do Def Leppard tem praticamente tudo que uma boa narrativa de rock precisa. Só que, neste caso, a realidade tratou de escrever alguns capítulos que nem um roteirista particularmente criativo teria coragem de inventar.

O documentário acompanha a ascensão da banda e destaca principalmente a fase que transformou o grupo em um fenômeno internacional, impulsionada por álbuns como “Pyromania” e “Hysteria”.

Mas “Long Live Def Leppard” não pretende ficar apenas nos discos de sucesso e nos estádios lotados.

O filme também revisita momentos extremamente dolorosos da trajetória dos músicos, incluindo o acidente de carro que fez o baterista Rick Allen perder um dos braços e a morte do guitarrista Steve Clark, em 1991.

Mesmo diante de tragédias que poderiam ter colocado qualquer banda contra a parede, o Def Leppard seguiu em frente.

O resultado dessa resistência está nos números: mais de 110 milhões de álbuns vendidos, duas certificações de diamante nos Estados Unidos e uma vaga no Rock and Roll Hall of Fame.

E a aposentadoria, aparentemente, ficou presa em algum lugar no caminho.

Mais recentemente, o grupo encerrou uma temporada de apresentações no Caesars Palace, em Las Vegas, mostrando que décadas de estrada não diminuíram sua força nos palcos.

O diretor já era fã desde os anos 1980

A relação de Jeff Feuerzeig com o Def Leppard não começou quando surgiu a ideia do documentário.

Em 1981, depois de ler sobre a banda na revista Creem, o diretor teve a oportunidade de assistir ao grupo ao vivo. O Def Leppard estava abrindo um show de Ozzy Osbourne, durante a primeira turnê de Blizzard of Ozz, em Asbury Park, nos Estados Unidos.

E a apresentação deixou marca.

“Esses jovens de Sheffield, vindos da classe trabalhadora, estavam muito acima do que se esperava deles e tocavam como se fosse para valer. Fiquei encantado, um fã para a vida toda”, contou Feuerzeig.

Quatro décadas depois, aquele fã acabou assumindo a missão de contar a história da banda no cinema. Nada mal para quem foi ao show apenas para assistir ao Ozzy.

Nada de receita pronta de “sexo, drogas e rock and roll”

Para Feuerzeig, um dos grandes atrativos do projeto é justamente mostrar uma trajetória que escapa dos clichês mais conhecidos das histórias de bandas de rock.

“Foi uma honra colaborar com os caras e levar para as telas essa história única, emocionante e muitas vezes divertida de uma banda que começou como azarão. Esta não é a típica história de sexo, drogas e rock and roll”, afirmou o diretor.

E talvez seja justamente aí que esteja uma das maiores forças de “Long Live Def Leppard”.

Existe rock, claro. Existe fama, excesso, grandes palcos e todos os ingredientes que acompanham uma carreira desse tamanho. Mas também existe uma história de superação, amizade, perdas e persistência.

Em outras palavras: o Def Leppard não precisou seguir o manual tradicional do rock para construir uma história digna de cinema.

Def Leppard quer som de estádio também no cinema

A Bleecker Street também aposta que a experiência funciona especialmente bem na tela grande.

“Def Leppard é uma banda de rock única, cuja história e performances ao vivo precisam ser vistas e ouvidas na tela grande”, afirmou Kent Sanderson, CEO da Bleecker Street.

Segundo o executivo, o filme deve conversar tanto com os fãs de longa data quanto com quem está descobrindo o Def Leppard agora.

A promessa é apresentar uma nova perspectiva sobre a trajetória do grupo, combinando os grandes momentos da carreira com histórias pessoais e imagens inéditas.

“Long Live Def Leppard” estreia em 2027

O lançamento de “Long Live Def Leppard” está programado para o início de 2027 nos cinemas da América do Norte. A data específica ainda não foi anunciada.

O documentário vai revisitar uma história que vai muito além dos hits de “Pyromania” e “Hysteria”.

É a trajetória de uma banda que atravessou acidentes, perdas, mudanças profundas e quase cinco décadas de carreira, mas continuou ocupando grandes palcos do rock mundial.

E se o título do filme estiver fazendo uma promessa, ela é bem simples: longa vida ao Def Leppard. E, pelo visto, ainda vai ter bastante guitarra para contar essa história.