Os dinossauros do Deep Purple seguem longe do modo aposentadoria. A banda confirmou oficialmente seu novo álbum de estúdio, batizado de “SPLAT!”, e o anúncio já chegou causando aquele impacto típico de amplificador ligado no máximo.
Mas o que realmente chamou atenção foi a origem do conceito criado por Ian Gillan. Esqueça dragões, viagens cósmicas ou reflexões filosóficas gigantescas: dessa vez o disco mergulha no caos da vida real — literalmente no som da colisão das coisas.

Imagem: Reprodução
“O barulho que a vida faz”
Segundo Gillan, “SPLAT!” representa aquele instante em que tudo bate de frente: ideias, pessoas, sentimentos, arte e confusão cotidiana.
Nas palavras do vocalista, o álbum gira em torno do impacto criativo que nasce do caos. Traduzindo para o idioma do rock: é como transformar uma batida de carro emocional em riff pesado.
O que vem aí no novo álbum?
Mesmo com a proposta mais inusitada, o Deep Purple promete manter intacto o DNA que transformou a banda em uma das gigantes do gênero.
Entre os destaques esperados estão:
- Riffs poderosos de Simon McBride, cada vez mais consolidado no posto
- A clássica batalha sonora entre o Hammond de Don Airey e a cozinha precisa formada por Ian Paice e Roger Glover
- Letras afiadas e cheias de metáforas sonoras assinadas por Gillan
Ou seja: caos conceitual, mas com execução de veterano.
Velhos? Só no RG
Depois de décadas de estrada, o Deep Purple continua recusando o rótulo de banda que vive apenas de nostalgia. “SPLAT!” surge justamente como prova de que ainda existe combustível criativo sobrando no tanque.
Enquanto muita banda clássica apenas revisita o passado, os britânicos seguem experimentando, criando e fazendo o que sempre fizeram melhor: barulho com personalidade.
E convenhamos… quando o Deep Purple resolve colidir ideias, o estrago costuma virar clássico.



