O lendário roqueiro Billy Idol voltou a falar sem filtros sobre seu turbulento passado com drogas. Em entrevista ao programa Club Random with Bill Maher, o dono do hit Eyes Without a Face revelou uma decisão polêmica que tomou nos anos 1980 para tentar abandonar a heroína.
Segundo o cantor, a saída encontrada na época foi trocar uma droga por outra.
“Para conseguir parar com a heroína, eu comecei a usar crack”, contou o músico.
A revelação pegou o apresentador Bill Maher de surpresa. Quando questionado se aquilo era mesmo sério, Idol respondeu com seu humor ácido:
“Mas funcionou!”

Imagem: Reprodução
Rock, excessos e sobrevivência
Durante a conversa, o artista explicou que a lógica naquele momento era simples — embora nada saudável.
Quando o vício em heroína atinge níveis extremos, segundo ele, o dependente acaba buscando outra substância para tentar se afastar da anterior. Foi exatamente esse raciocínio que guiou suas decisões no auge da fama.
Nos anos 80, Billy Idol vivia uma fase explosiva da carreira, impulsionada por discos marcantes como Rebel Yell, que ajudou a transformar o cantor em um dos grandes nomes do rock da década.
Overdose durante o auge do sucesso
O músico também relembrou um episódio dramático ocorrido em 1983, quando sofreu uma overdose enquanto celebrava o sucesso do álbum.
Radicado nos Estados Unidos desde 1981 para investir na carreira solo, Idol decidiu voltar ao Reino Unido para comemorar com amigos. Segundo ele, a situação saiu do controle rapidamente.
“Eles tinham a heroína mais forte. Eu e um amigo exageramos… e acabamos desmaiando”, contou.
O cantor relatou que começou a ficar com a pele azul — um sinal de que o corpo estava entrando em colapso.
“Quando você está morrendo, começa a ficar azul”, relembrou.
Mudança de vida nos anos 90
A virada começou na década de 1990, quando Billy Idol se tornou pai e decidiu repensar o estilo de vida.
Hoje, o cantor afirma estar longe das drogas pesadas e revela que não usa cocaína há mais de duas décadas. Ele costuma se definir como um “sóbrio da Califórnia”, expressão usada por quem abandonou substâncias mais perigosas, mas ainda faz uso ocasional de produtos derivados de cannabis.
Documentário revisita os altos e baixos da carreira
A história turbulenta do artista também é tema do documentário Billy Idol Should Be Dead, lançado em fevereiro. A produção revisita desde a ascensão meteórica do cantor até os momentos mais sombrios envolvendo dependência química.
Importante lembrar
Relatos como o de Billy Idol mostram os riscos reais do abuso de substâncias. Caso alguém precise de ajuda, é possível buscar apoio através da linha nacional dos Narcóticos Anônimos pelo telefone 132, ou procurar atendimento em um CAPS na sua cidade.




