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As 5 bandas mais criticadas da história do rock: sucesso, polêmica e muitos desafetos

No universo do rock, alcançar o topo nem sempre significa receber apenas aplausos. Em muitos casos, quanto maior o sucesso de uma banda, maior também é a quantidade de críticas, provocações e rivalidades acumuladas pelo caminho.

Ao longo das décadas, alguns grupos se tornaram tão populares quanto controversos, atraindo comentários ácidos não apenas de fãs e críticos, mas também de outros músicos.

O próprio Hugh Cornwell, vocalista dos Stranglers, já admitiu que durante determinadas épocas falar mal de outras bandas era quase uma estratégia promocional.

IBAGEM LED ZEPPELIN

Imagem: Jim Marshall (site oficial)

“Era isso que se fazia naquela época. Falar mal dos outros era uma forma de ganhar manchetes.”

Mesmo assim, algumas bandas acabaram recebendo uma quantidade de críticas muito acima da média, transformando polêmicas em parte do próprio legado.

Confira cinco nomes que dividiram opiniões e colecionaram desafetos ao longo da história.


5 bandas que mais despertaram amor e ódio no rock

Led Zeppelin

Se o Led Zeppelin ajudou a reinventar o rock pesado, também acumulou uma impressionante lista de críticos.

Um dos comentários mais famosos veio de Jack Bruce, baixista do Cream, que disparou críticas pesadas contra o grupo de Robert Plant.

Kurt Cobain tinha outro tipo de ressalva. O líder do Nirvana elogiava algumas composições da banda, mas criticava letras que, segundo ele, eram excessivamente focadas em temas sexuais.

A lista de desafetos do Zeppelin ainda incluiu nomes como Pete Townshend, Keith Richards, Paul Simonon e até o próprio Robert Plant em determinados momentos após o encerramento da banda.


Eagles

Poucas bandas venderam tantos discos quanto os Eagles, mas poucas também receberam tantas críticas por seu perfil mais acessível e comercial.

Para alguns músicos, o som mais suave do grupo representava uma mudança de direção no rock que desagradava quem preferia uma abordagem mais rebelde e experimental.

O produtor T-Bone Burnett chegou a afirmar que a banda ajudou a enfraquecer parte da cena musical que estava surgindo na época.

A situação ficou ainda mais polêmica nos anos 1990, quando os Eagles viraram notícia ao cobrar mais de 100 dólares por ingressos, reforçando críticas sobre comercialização excessiva.

Entre os críticos do grupo estavam nomes como Tom Waits, John Lydon, Elliott Smith e outros artistas influentes.


KISS

O KISS sempre dividiu opiniões. Enquanto milhões de fãs abraçaram as maquiagens, explosões e o espetáculo visual da banda, outros músicos nunca compraram a ideia.

Carlos Santana foi um dos que questionaram o conceito do grupo.

Segundo ele, artistas não precisariam de fantasias ou maquiagem para demonstrar talento.

Outro crítico conhecido foi Steven Tyler, do Aerosmith, que chegou a questionar a profundidade artística da banda.

Mesmo assim, o grupo liderado por Gene Simmons e Paul Stanley transformou justamente esses elementos extravagantes em sua marca registrada.


Radiohead

Hoje considerado um dos grupos mais influentes do rock alternativo, o Radiohead também enfrentou resistência dentro da própria indústria.

Um dos críticos mais famosos foi Lemmy Kilmister, do Motörhead, que não escondia sua falta de entusiasmo por bandas mais introspectivas e experimentais.

Noel Gallagher, do Oasis, criticou a postura do grupo após assistir ao documentário Meeting People Is Easy, ironizando as reclamações dos músicos sobre a vida na estrada.

Ao longo dos anos, nomes como Billy Corgan, Roger Waters, integrantes do Muse e até membros do próprio Radiohead já protagonizaram discussões envolvendo a banda.


Nickelback

Se existe um campeão quando o assunto é virar alvo de piadas na cultura pop, esse título provavelmente pertence ao Nickelback.

Apesar de emplacar sucessos gigantes, dominar rádios e vender milhões de discos, o grupo liderado por Chad Kroeger passou anos carregando a fama de ser “a banda mais odiada do planeta”.

As críticas geralmente apontavam fórmulas repetitivas, letras previsíveis e uma sonoridade considerada comercial demais por parte do público.

Com o passar do tempo, porém, a situação mudou. Muitos fãs passaram a revisitar o catálogo da banda com menos preconceito e mais nostalgia, transformando o Nickelback em um curioso caso de redenção dentro do rock.


No fim das contas, talvez exista uma regra não escrita no mundo das guitarras: se uma banda é grande o bastante para mudar a história, provavelmente também será grande o bastante para colecionar alguns inimigos pelo caminho.