A vocalista Alissa White-Gluz resolveu virar a chave e explicar de vez por que deixou o Arch Enemy depois de mais de uma década detonando nos vocais. Em entrevista ao Blabbermouth, a cantora revelou que a decisão não veio do nada — foi um chamado interno por algo mais… autêntico.

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“Trabalhei demais… e nada era realmente meu”
Conhecida por ser praticamente uma máquina de trabalho, Alissa contou que acumulou uma quantidade absurda de participações e colaborações ao longo dos anos.
Segundo ela, um amigo chegou a montar uma playlist com seus trabalhos e o resultado assustou: cerca de 15 horas de música — e ainda incompleta.
Foi aí que bateu o clique.
Mesmo com 23 anos de carreira, ela percebeu que não tinha um projeto que carregasse totalmente sua identidade. E isso começou a pesar.
A conclusão foi direta: a vida é curta demais pra não fazer algo próprio.
Saída não foi por controle, mas por liberdade criativa
Apesar da mudança, Alissa White-Gluz fez questão de deixar claro: não saiu por ego ou necessidade de controlar tudo.
Pelo contrário. Ela afirma que gosta de trabalhar em equipe e valoriza dividir funções com pessoas talentosas.
O ponto central foi outro: liberdade artística total.
Sem precisar seguir fórmulas ou expectativas de uma banda consolidada, ela quer explorar novas ideias sem limites — algo inspirado em artistas como Devin Townsend, conhecido por sua constante reinvenção dentro do metal.
Blue Medusa: som sem regras e sem rótulos
Agora focada no projeto solo Blue Medusa, a cantora promete um som sem amarras.
A proposta é simples e caótica na medida certa: usar o estilo vocal que melhor servir a música.
Vale tudo:
voz limpa, spoken word ou até vocais extremos de black metal.
A decisão vem na vibe do feeling: se a música pede agressividade, ela entrega. Se pede melodia, ela segura. Sem padrão, sem fórmula.
Primeiro single já está na pista
Pra marcar essa nova fase, Alissa White-Gluz já soltou o primeiro som da carreira solo: “The Room Where She Died”.
Resumo no volume máximo: saiu de uma gigante do metal, assumiu o controle da própria narrativa e agora quer explorar tudo que sempre teve na cabeça — sem pedir permissão pra ninguém.




