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Alice Cooper aponta a banda de punk que você precisa ver ao vivo (e não é nostalgia)

Alice Cooper não é apenas uma lenda do rock — ele é a prova viva de que aposentadoria e guitarra não combinam. Aos 77 anos, o músico acaba de lançar um novo disco com sua banda original e segue rodando o mundo com shows que mais parecem manual definitivo de como comandar um palco.

Em entrevista ao podcast Rock & Roll High School, Cooper falou sobre rotina de turnê, longevidade e deixou claro: ele acredita estar vivendo seu melhor momento ao vivo.

IBAGEM ALICE

Imagem: Reprodução


Turnê como estilo de vida (literalmente)

Para Alice, estrada não é fase, é vocação. Ele explica que está em turnê desde a adolescência — e não vê motivo algum para parar agora.

“Fazer turnê é parte da minha vida. Estou na estrada desde os 16 anos. Tenho 77 agora e acho que faço meus melhores shows hoje.”

O vocalista ainda se coloca ao lado de nomes como Mick Jagger, Paul McCartney e Ringo Starr, lembrando que nenhum deles precisa trabalhar por dinheiro há décadas — mas continuam porque amam o palco.

“Isso me mantém saudável. Faço 90 minutos por noite, cerca de 200 shows por ano. Me sinto ótimo.”

Segundo Cooper, o segredo não tem mistério: disciplina, nada de excessos e corpo em movimento. Ele até cita Jagger como exemplo extremo de preparo físico.


A banda de punk que Alice Cooper manda todo mundo assistir

Na conversa, Alice também falou sobre artistas que realmente entregam ao vivo — daqueles que dão aula toda noite. E quando jovens bandas perguntam o que devem fazer para aprender, a resposta vem rápida:

“Vão ver o Green Day.”

Sem rodeios. Para Cooper, o trio punk californiano é uma referência absoluta de energia, entrega e consistência nos palcos.

“O Green Day arrasa todas as noites.”


Energia que não envelhece

Alice ainda amplia a lista e cita Pete Townshend, do The Who, como outro exemplo de intensidade que desafia o tempo.

“Os nós dos dedos dele ainda sangram de tanto tocar guitarra. E ele ainda tem aquela angústia de ‘My Generation’.”

Para Cooper, essa chama criativa é o que separa quem continua de quem simplesmente desiste.

“Talvez isso nunca morra. E eu espero que não.”


Rock como missão, não como fase

Alice Cooper encerra a reflexão com uma frase que resume sua filosofia: ele não sabe existir sem palco. Para ele, quando a vontade acaba, a música acaba junto.

Enquanto isso, aos 77 anos, ele segue fazendo o que sempre fez — turnês, discos, shows intensos — e ainda apontando quem realmente merece ser visto ao vivo, no volume máximo.