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Rock Geek: NVIDIA revela que só não virou “Game Over” graças à SEGA nos anos 90

Hoje a NVIDIA vale centenas de bilhões de dólares e domina o universo da Inteligência Artificial, dos games e das placas de vídeo. Mas nem sempre foi assim. Antes de virar a “chefona” do hardware, a empresa esteve perigosamente perto de apertar o botão de Game Over.

Quem contou essa história foi o próprio CEO da companhia, Jensen Huang, que revelou que a SEGA foi a grande responsável por evitar a falência da empresa nos anos 1990.

IBAGEM NVIDIA

Imagem: Adrenaline


Jensen Huang fez questão de agradecer à SEGA no Japão

Durante uma visita a um tradicional arcade da SEGA, em Tóquio, Jensen Huang se encontrou com o lendário criador de Shenmue, Yu Suzuki, e com o ex-presidente da empresa, Shoichiro Irimajiri.

Foi ali que o executivo relembrou um dos capítulos mais importantes da história da NVIDIA.

Segundo Huang, em 1995, a empresa havia apostado na tecnologia errada para seus chips gráficos e estava praticamente sem saída.

“É difícil imaginar que a NVIDIA esteve tão perto de fechar as portas e hoje seja uma das maiores empresas do mundo”, comentou o executivo, agradecendo diretamente o apoio recebido da SEGA naquele momento decisivo.


Um chip errado quase colocou fim ao sonho da NVIDIA

Na época, a NVIDIA ainda era uma pequena startup e havia lançado o NV1, um processador gráfico que utilizava uma tecnologia baseada em superfícies curvas.

O problema? Logo depois, a Microsoft apresentou o DirectX, adotando gráficos construídos com triângulos, padrão que rapidamente virou regra na indústria dos games.

Resultado: o projeto perdeu força e a SEGA decidiu cancelar o contrato de cerca de US$ 5 milhões que previa o fornecimento do hardware gráfico para o Dreamcast.

Parecia o fim da linha.


SEGA trocou uma dívida por ações… e fez o investimento do século

Sem dinheiro para sobreviver, Jensen Huang embarcou rumo ao Japão para conversar pessoalmente com Shoichiro Irimajiri.

Em vez de cobrar imediatamente a dívida milionária, Huang sugeriu uma solução ousada: transformar aquele valor em uma pequena participação na empresa.

A aposta deu certo.

Com tempo para respirar, a NVIDIA conseguiu desenvolver o RIVA 128, lançado em 1997, que virou um enorme sucesso e recolocou a empresa no mapa da indústria de placas gráficas.

Quando a NVIDIA abriu seu capital na bolsa, em 1999, a SEGA vendeu sua participação por cerca de US$ 15 milhões.

O detalhe que faz qualquer investidor chorar? Se tivesse mantido essas ações até hoje, elas valeriam aproximadamente US$ 1 trilhão.

É o famoso “hindsight” que faria qualquer contador pedir um café.


Parceria continua viva quase três décadas depois

Mesmo longe da fabricação de consoles, a SEGA continua trabalhando ao lado da NVIDIA.

A colaboração mais recente envolve o uso da plataforma RTX Spark, que receberá títulos como Virtua Fighter Crossroads e outros projetos da desenvolvedora japonesa.

No fim das contas, uma decisão tomada há quase 30 anos não apenas salvou uma startup… ajudou a criar uma das empresas mais influentes da história da tecnologia.