Forza Horizon 6 chegou acelerando forte no Acesso Antecipado e já virou assunto entre fãs de corrida, cultura pop e até história japonesa. Depois de receber avaliações pesadas de positivas nos reviews iniciais, o game começou a chamar atenção por um detalhe curioso: no meio do caos automobilístico, existem coisas simplesmente indestrutíveis.
Pode atropelar cerca, placa, barraca, muro e praticamente metade do cenário. Mas tente encostar em uma árvore de cerejeira ou em um templo japonês para ver o que acontece. Spoiler: o carro perde a briga.

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Templos e cerejeiras ganharam “escudo sagrado” dentro do game
Em entrevista ao Japan Times, o diretor de design da Playground Games, Torben Ellert, explicou que a decisão foi totalmente proposital. Segundo ele, as famosas árvores de cerejeira são símbolos importantes da cultura japonesa, enquanto templos religiosos e locais tradicionais foram tratados como patrimônios respeitados dentro do universo do jogo.
Na prática, isso significa que os jogadores não podem destruir essas estruturas e nem sair atravessando os interiores dos templos igual um piloto sem freio no modo carreira.
Forza Horizon 6 pegou carona em polêmica de Assassin’s Creed Shadows
A escolha da Playground Games acabou lembrando uma treta recente envolvendo Assassin’s Creed Shadows. O título da Ubisoft virou alvo de críticas após permitir destruição de altares e templos durante a gameplay.
A repercussão foi tão pesada que a empresa reconheceu que a mecânica foi considerada culturalmente insensível e lançou atualizações removendo esses elementos destrutíveis.
Jogo aposta em diversão arcade e desafios que parecem pegadinha gamer
Ellert também reforçou que, apesar do visual ultrarrealista, Forza Horizon 6 não quer ser um simulador hardcore. E foi justamente essa liberdade mais arcade que permitiu ao estúdio criar desafios absurdos e pistas que parecem saídas de um pesadelo automobilístico.
Os novos eventos Rush colocam os jogadores em labirintos cheios de curvas inesperadas, caminhos confusos e trechos feitos para testar paciência, reflexo e controle emocional de qualquer piloto virtual.
Japão virtual foi recriado com obsessão de colecionador
Mesmo abraçando o lado divertido, a Playground Games mergulhou pesado na autenticidade cultural. O estúdio realizou pesquisas detalhadas para garantir que os carros, cenários e até as rádios presentes no game combinassem com o clima e a identidade do Japão retratado.
O resultado parece ter agradado bastante a crítica especializada. No Metacritic, o jogo estreou com média 92 no Xbox e 89 no PC.
Nem tudo são flores de cerejeira: jogadores relatam problemas no Steam
Apesar do sucesso inicial, nem todo mundo está curtindo a largada do game. Usuários da plataforma Steam vêm reclamando de dificuldades para ativar o Acesso Antecipado e também de microcongelamentos durante as corridas.
Ou seja: enquanto os templos seguem intactos, a paciência de parte da comunidade já começou a sofrer alguns danos críticos.



