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Criador do Gorillaz confirma trilha sonora para filme sobre a criação do ChatGPT

O universo da inteligência artificial vai ganhar uma versão cinematográfica — e com trilha sonora assinada por um nome de peso do rock alternativo. O músico britânico Damon Albarn, mente criativa por trás do Gorillaz e vocalista do Blur, confirmou que está compondo a trilha do filme “Artificial”, produção que vai explorar a história da criação do ChatGPT e da OpenAI.

A revelação aconteceu durante uma entrevista ao canal The Needle Drop, no YouTube. Segundo Albarn, o projeto tem feito ele refletir bastante sobre o impacto da IA no processo criativo dentro da música e da arte.

“Estou bastante envolvido com inteligência artificial porque estou escrevendo a trilha sonora de um filme chamado ‘Artificial’, que fala sobre os fundadores do ChatGPT”, comentou o músico. “Isso tem me feito pensar muito sobre o assunto.”

IBAGEM GORILLAZ 1

Imagem: Reprodução

Arte com alma ou algoritmo? Albarn dá sua visão

Apesar de trabalhar em um projeto diretamente ligado à tecnologia, Albarn deixou claro que acredita que a criação artística continua sendo um território essencialmente humano.

Para ele, quando o processo criativo fica simples demais, a arte perde parte da sua essência.

Segundo o artista, música e arte não deveriam ser fáceis, já que grande parte do valor de uma obra está justamente na jornada que o criador percorre até chegar ao resultado final. Essa experiência, na visão dele, é algo que o público consegue perceber de forma intuitiva — e que dificilmente pode ser replicado por máquinas.

IA na música? Albarn vê exagero das empresas

O líder do Gorillaz também comentou sobre o entusiasmo inicial das grandes empresas de tecnologia com a inteligência artificial aplicada à música. Para Albarn, houve um certo excesso de otimismo em relação ao potencial criativo das máquinas.

Na avaliação do músico, muitas corporações acreditaram que a IA poderia simplificar processos e aumentar lucros, mas a realidade artística não funciona exatamente assim.

No fim das contas, Albarn deixou um recado direto e bem rock n’ roll sobre o assunto: para ele, inteligência artificial pode até produzir sons, mas ainda está longe de criar música com alma.