Depois do anúncio do cancelamento da turnê de 50 anos do Twisted Sister, a internet entrou em modo pânico. Teorias, mensagens preocupadas e aquele clima de despedida definitiva começaram a circular.
Mas o próprio Dee Snider tratou de colocar água fria nos rumores.
Em vídeo publicado no último sábado (14) na página do programa “House Of Hair”, o vocalista foi direto — e fiel ao seu humor ácido:
“Ei, pessoal, sou eu, Dee Snider. E não, eu não estou morrendo. Quer dizer… todos estamos, mas não agora”, brincou.

Imagem: Reprodução
Limitações físicas, não despedida dramática
Aos 70 anos, Snider explicou que o cancelamento não tem relação com doença terminal, mas sim com o peso acumulado de décadas de performances explosivas.
O cantor convive com artrite degenerativa e problemas cardíacos, condições agravadas por anos de shows intensos, correndo, pulando e comandando plateias como um furacão.
“Eu simplesmente não consigo mais fazer o que fazia aos 20, 30, 40, 50 ou até 60 anos. Fora isso, estou vivo e bem.”
Ele deixou claro que segue ativo dirigindo filmes, escrevendo e comandando seu programa de rádio — mas subir ao palco exige uma entrega física que ele já não pode manter sem colocar a saúde em risco.
“Não vou virar o Willie Nelson do metal”
Fiel ao seu estilo, Dee descartou a possibilidade de fazer apresentações mais contidas.
Segundo ele, não faz sentido subir ao palco para entregar algo abaixo do que os fãs esperam. Ele chegou a comparar sua situação com a de Willie Nelson, que segue em atividade aos 95 anos, muitas vezes se apresentando sentado.
“Nada contra o Willie… mas eu comecei detonando e ainda estou detonando. Não vou virar uma versão menor de mim mesmo.”
Para Snider, ou é intensidade total — ou não é.
E o futuro do Twisted Sister?
A turnê comemorativa contaria com o trio clássico: Dee Snider, Jay Jay French e Eddie Ojeda, além de músicos de apoio substituindo Mark Mendoza e o falecido A.J. Pero.
Com a saída definitiva de Dee dos palcos, Jay Jay French afirmou que ele e Ojeda ainda vão conversar sobre possíveis caminhos para o Twisted Sister.
Em mensagem aos fãs, French resumiu a situação de forma emocionante: Dee sempre deixou tudo no palco — e agora o corpo está pedindo descanso.
O grito de “We’re Not Gonna Take It” pode até diminuir nos palcos, mas o legado segue alto como sempre.



