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Flea crava Paul McCartney como o maior baixista da história do rock

Se existe alguém que entende de baixo pulsando na veia, esse alguém é Flea. E o músico do Red Hot Chili Peppers não teve dúvidas ao apontar quem, na opinião dele, ocupa o topo absoluto do instrumento no rock: Paul McCartney. A declaração foi feita durante sua participação no videocast “Where Everybody Knows Your Name”, apresentado por Ted Danson e Woody Harrelson.

IBAGEM FLEA

Imagem: Reprodução

Por que Paul McCartney? Flea explica

Segundo Flea, o diferencial de McCartney está na forma como ele trata o baixo como melodia, e não apenas como base rítmica.

“O jeito que o Paul toca baixo é lírico, melódico e simplesmente lindo”, afirmou o músico, destacando que muitos baixistas são brilhantes à sua maneira, mas que a abordagem de McCartney é única no rock.

Baixo como contramelodia, não só fundação

Flea também revelou uma curiosidade de estúdio que, para ele, ajuda a explicar essa genialidade. Paul McCartney costumava gravar as linhas de baixo depois de as músicas já estarem estruturadas — o oposto do que acontece em muitas bandas, inclusive no próprio Red Hot Chili Peppers, onde o baixo muitas vezes nasce primeiro.

Essa técnica fazia com que o instrumento funcionasse como uma contramelodia, caminhando de forma independente e enriquecendo a canção.

“Ele não estava só sustentando a música. Ele estava criando uma nova melodia ali dentro. Isso é incrível”, destacou Flea.

Sgt. Pepper’s e o baixo que canta

Para ilustrar sua admiração, Flea citou “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles, como um manual definitivo dessa abordagem. No álbum, as músicas já tinham sua identidade definida quando McCartney entrou com linhas de baixo que conversam, provocam e elevam as composições a outro nível.

Os outros heróis do baixo segundo Flea

Essa não é a primeira vez que Flea abre o coração sobre seus ídolos. Em outras ocasiões, ele já montou seu próprio “Monte Rushmore do baixo”, citando nomes como James Jamerson, Jaco Pastorius e Stanley Clarke.

A lista, porém, também gerou debate quando incluiu Sid Vicious, do Sex Pistols — uma escolha que dividiu fãs, já que o punk britânico nunca foi exatamente conhecido pela técnica refinada, mas sim pela atitude crua e explosiva.

No fim das contas, Flea deixa claro: técnica importa, mas personalidade, melodia e alma fazem história. E, nesse quesito, Paul McCartney segue imbatível.