Mesmo após décadas moldando o som do heavy metal, Geezer Butler segue curioso e aberto ao novo. O lendário baixista do Black Sabbath revelou que está usando um vocalista criado por inteligência artificial como parte do processo de composição de seu álbum solo em desenvolvimento — e, segundo ele, a experiência tem sido surpreendentemente produtiva.

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Em entrevista recente, Butler contou que a IA virou uma aliada criativa, especialmente quando ele trabalha sozinho lapidando ideias.
“É fascinante ver como esse vocalista de IA pode ajudar. Em vez de chamar alguém para cantar, eu deixo a IA ‘interpretar’ as ideias. Ela me ajuda a moldar refrões e melodias. Isso realmente abriu caminhos novos para as músicas.”
Ferramenta criativa, não substituição humana
Butler fez questão de colocar os pingos nos is: nada de robôs roubando o lugar de músicos reais. Para ele, a tecnologia funciona como um instrumento de apoio, não como substituto.
“Não acredito que isso vá substituir cantores humanos. É só uma ferramenta para testar uma linha vocal ou entender como a melodia conversa com o instrumental antes de gravar com alguém de verdade.”
O baixista comparou o uso da IA a um parceiro silencioso de composição, ideal para experimentar harmonias, climas e texturas sem pressão de estúdio cheio.
Criatividade em modo livre
Segundo Geezer, a abordagem tem sido especialmente útil nos momentos solitários de criação, quando não há banda reunida ou vocalista disponível. A IA entra como um rascunho sonoro, ajudando a visualizar o resultado final antes da gravação oficial.
O que esperar do novo álbum solo
Embora ainda sem data de lançamento anunciada, Geezer Butler adiantou que o disco está em estágio avançado de composição e que a fase de gravações deve começar em breve. O músico também deixou claro que pretende continuar explorando métodos pouco convencionais, desde que façam sentido artisticamente.
A revelação dividiu opiniões, mas também despertou curiosidade entre os fãs: afinal, quando uma lenda do metal decide brincar com inteligência artificial, o debate sobre o futuro da música ganha ainda mais peso.
Clássico no baixo, aberto ao novo na mente — Geezer Butler segue provando que rock também evolui.




