Muito antes de virar referência na guitarra com Alter Bridge e Creed, Mark Tremonti viveu o lado raiz do rock: carregando equipamento, suando nos bastidores e ganhando uma grana quase simbólica. O músico contou uma história curiosa dos anos 90, quando trabalhou como staff local em um show de Ozzy Osbourne, em 1993 — experiência que ajudou a definir seu futuro na música.
Em entrevista ao TotalRock, Tremonti relembrou que era apenas um calouro da Clemson University, na Carolina do Sul, quando se deparou com uma folha de inscrição gigantesca: “Turnê do Ozzy Osbourne. Precisa-se de equipe local”. O pagamento? US$ 40 pelo dia inteiro de trabalho. Pouco dinheiro, mas muito rock envolvido.

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Uma vaga caiu do céu (e mudou tudo)
Segundo Tremonti, havia centenas de nomes na lista. Mesmo assim, ele resolveu tentar — e deu sorte. Um dos candidatos desistiu e, ao perceber a empolgação do jovem estudante, a produção ofereceu a vaga para ele na hora.
O cachê era o mesmo para todo mundo: quarenta dólares para ralar o dia inteiro. Mas, para Tremonti, aquilo valia cada segundo. “Parecia que o universo estava dizendo que aquele era o meu caminho”, contou.
Dobrou o turno, não o cachê
Se a ideia era aproveitar, Tremonti levou isso ao extremo. Ele se voluntariou para todas as funções possíveis, tanto no pré-show quanto no pós-show — ou seja, trabalhou praticamente o dobro pelo mesmo valor.
A recompensa não veio no bolso, mas na experiência: acesso aos bastidores, entrada no ônibus de turnê do Ozzy, contato com equipamentos profissionais e até a chance de tocar nas guitarras de Zakk Wylde, guitarrista da banda na época.
Ele não chegou a conhecer Zakk pessoalmente, mas só estar ali já foi combustível suficiente. O show ainda tinha Alice in Chains e Sepultura na abertura — um verdadeiro festival de inspiração para quem sonhava viver de música.
Encontro com ídolos (sem conversa longa)
Anos depois, Tremonti revelou que nunca conseguiu sentar calmamente para conversar com Zakk Wylde. Quando se encontravam, sempre havia uma multidão ao redor. Um desses momentos aconteceu na NAMM, cercado por nomes como Kerry King, Jerry Cantrell e Vinnie Paul. Ídolos demais, tempo de menos.
Uma memória que ficou para sempre
Em julho de 2025, um dia após a morte de Ozzy Osbourne, Tremonti fez questão de relembrar essa história nas redes sociais. Ele descreveu aquele dia como “o tempo da minha vida” e afirmou que foi ali, carregando cases e observando os bastidores, que teve certeza do que queria fazer pelo resto da vida.
De staff local a guitarrista consagrado, a história mostra que todo grande nome do rock começa, literalmente, carregando peso.
Tremonti e Alter Bridge seguem a todo vapor
Hoje, Mark Tremonti segue em plena atividade. O Alter Bridge já anunciou seu oitavo álbum de estúdio, autointitulado, com lançamento marcado para 9 de janeiro de 2026, além de turnês pela Europa e pelos Estados Unidos.
A banda também tem passagem confirmada pelo Brasil, abrindo os dois shows do Iron Maiden em São Paulo, nos dias 25 e 27 de outubro, no Allianz Parque — ambos com ingressos esgotados.
Do backstage por 40 dólares aos maiores palcos do mundo, Tremonti é a prova de que o rock recompensa quem insiste.




