Algumas músicas surgem em estúdios milionários. Outras, em turnês caóticas. E tem aquelas que nascem… no sofá de um amigo lendário. Em entrevista recente ao Hall da Fama do Rock, Jerry Cantrell, fundador, guitarrista e co-vocalista do Alice in Chains, contou a história curiosa por trás de “Rooster”, um dos maiores hinos do grunge — e tudo começa com um desentendimento interno e termina no sofá de Chris Cornell.

Imagem: Reprodução
Briga na banda, abrigo no Soundgarden
Cantrell relembrou que, após uma discussão com o baterista Sean Kinney, acabou deixando a casa onde morava com a banda. Sem rumo definido, foi acolhido por Chris Cornell e Susan Silver, então esposa do vocalista do Soundgarden, em uma casa localizada em West Seattle.
Foi ali, entre noites mal dormidas e reflexões profundas, que a mágica aconteceu.
“Eu me envolvi em uma pequena treta com o Sean, nosso baterista, e acabei saindo da casa da banda. O Chris e a Susan meio que me acolheram. Dormi no sofá deles por algumas semanas, indo e voltando, tentando entender para onde minha vida estava indo. Lembro que escrevi algumas músicas lá”, contou Cantrell.
“Rooster”: do sofá direto para a história do rock
Entre essas composições estava nada menos que “Rooster”, faixa do álbum Dirt (1992) e uma das músicas mais emblemáticas da carreira do Alice in Chains. Segundo Cantrell, a canção carrega um peso pessoal enorme, ligado à tentativa de reconstrução da relação com seu pai.
“Acho que uma das músicas que escrevi na casa do Chris foi ‘Rooster’. É provavelmente uma das canções pelas quais as pessoas mais me reconhecem. Ela significou muito para mim, porque eu estava tentando recomeçar o relacionamento com o meu pai e entendê-lo melhor. Escrevi aquilo na casa do Chris e da Susan.”
Do sofá ao riff eterno — o grunge também é feito dessas histórias.
Internet reage: sofá histórico e livro desejado
A revelação rapidamente repercutiu nas redes sociais. Nos comentários da publicação no Instagram, fãs começaram a brincar com a ideia de o sofá de Chris Cornell merecer uma placa histórica. Outros foram além.
Uma internauta sugeriu que Susan Silver escrevesse um livro reunindo histórias inéditas da cena grunge:
“Susan Silver deveria escrever um livro! Ela conviveu e trabalhou com essas figuras icônicas. Ela mesma é uma figura icônica.”
Clássicos do rock, amizades lendárias e composições nascendo nos lugares mais improváveis.
Às vezes, tudo o que uma música precisa é um sofá, um violão… e um momento difícil.




