Se você achou caro pagar três dígitos em um vinil importado, Vinnie Vincent veio redefinir o conceito de exclusividade rock. O ex-guitarrista do KISS virou assunto ao justificar o valor de seu novo single, “Ride The Serpent”, vendido por até US$ 300 (cerca de R$ 1.650).
O detalhe que deixou tudo ainda mais ruidoso? O lançamento consiste em apenas uma música, prensada em CD, embalada em um envelope simples e acompanhada de autógrafo. Nada de encarte luxuoso, bônus ou lado B escondido.

Imagem: Reprodução
Edição limitada… ou nem tanto
No anúncio inicial, Vincent falou em uma edição de 500 cópias pelo valor máximo. Depois, o próprio site do músico passou a listar informações conflitantes, citando uma tiragem de mil unidades por US$ 225, com frete incluso para os Estados Unidos — enquanto compradores internacionais continuam pagando os US$ 300.
Confuso? Um pouco. Caro? Bastante. Mas, segundo o guitarrista, tudo faz parte do plano.
“Gravação privada” e zero espaço para pirataria
De acordo com Vincent, o single só será oficialmente lançado quando atingir uma meta mínima de pré-vendas, que pode variar entre 500 e mil unidades. O preço elevado, segundo ele, não é exagero — é estratégia de negócio.
Ao comentar a polêmica, o ex-KISS não mediu palavras e deixou claro que define seus próprios valores, usando o preço como escudo contra pirataria e desvalorização da obra (via Loudersound):
“Meu preço me protege de pessoas como ‘você’, que compram barato e acabam roubadas por piratas. Se você não gosta do que eu faço, da minha aparência, do que eu digo ou vendo, simplesmente não venha aqui. Se gosta, apoie o artista. Está reclamando porque é só uma música? Essa música vale mais do que a maioria dos álbuns inteiros. Considere-se sortudo por custar apenas 200 e já vir autografada. Originalmente custava 300, mas baixei por causa da situação econômica. Se não gosta… o problema é seu.”
Single de luxo hoje, álbum exclusivo amanhã
“Ride The Serpent” é apresentado como o primeiro capítulo de um novo trabalho do Vinnie Vincent Invasion. O álbum, batizado de Judgment Day Guitarmageddon, não deve chegar às lojas ou ao streaming tradicional.
A ideia é distribuir o disco exclusivamente por meio desses singles colecionáveis, mantendo o mesmo padrão de preços elevados e tiragens limitadas.
Rock como arte… ou investimento?
A discussão está lançada — e o volume segue no máximo.




