Enquanto o público comum enfrenta filas e ingressos disputados, Eddie Vedder, Slash, Anthony Kiedis e companhia entregaram um verdadeiro show secreto na noite de quinta-feira (11 de dezembro). A apresentação aconteceu no histórico Capitol Theatre, em Port Chester, Nova York, durante um evento corporativo fechado encomendado pelo bilionário Todd Boehly, chairman da Eldridge Industries e coproprietário do Chelsea FC.
Para a ocasião, os músicos formaram uma superbanda batizada de The Dirty Bats, reunindo apenas 250 convidados em um ambiente que misturou riffs clássicos, atitude punk e muito capital financeiro na plateia.

Imagem: Reprodução
Line-up de respeito (e currículo pesado)
No palco, o time de apoio não ficou atrás:
Duff McKagan (Guns N’ Roses) no baixo, Chad Smith (Red Hot Chili Peppers) na bateria e o produtor Andrew Watt — nome forte por trás de trabalhos com Ozzy Osbourne, Pearl Jam e Rolling Stones.
Entre os vocalistas convidados estavam Brandi Carlile, Yungblud e até Bruno Mars, provando que, quando o orçamento permite, não existe “impossível”.
Setlist sem regras e cheio de atitude
O repertório foi uma verdadeira viagem pelas décadas do rock clássico, punk e grunge, com versões de The Stooges, Black Flag, Dead Boys, Nirvana, Motörhead, além de monumentos como Led Zeppelin, Jimi Hendrix, Rolling Stones, Black Sabbath e Queen.
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Yungblud abriu os trabalhos com “Start Me Up”, “Stay With Me” e uma versão pesada de “War Pigs”.
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Brandi Carlile trouxe “Black Dog”, sua “The Story” e “Tie Your Mother Down”.
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Anthony Kiedis despejou energia em faixas como “Ace of Spades”, “Search and Destroy” e “Nervous Breakdown”.
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Eddie Vedder passeou pelo repertório do Pearl Jam, além de clássicos punk e rock alternativo.
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Bruno Mars fechou seu set com uma sequência eclética que foi de Led Zeppelin a Nirvana, passando por Michael Jackson e Jimi Hendrix.
Final coletivo e ironia no ar
O encerramento reuniu todos os vocalistas no palco para versões coletivas de “Johnny B. Goode” e “Rockin’ In The Free World”, deixando claro que o espírito do rock ainda sabe se reunir — mesmo em ambientes corporativos.
Nas redes e entre críticos, o evento gerou comentários irônicos: ícones do punk e do anti-sistema tocando para uma plateia formada por executivos, investidores, gestores de hedge funds e magnatas do mercado financeiro. Rock’n’roll raiz? Talvez. Contradição? Com certeza.
Ainda assim, a noite entrou para a lista das raríssimas ocasiões em que tantos nomes gigantes da música se reuniram em um evento privado de pequena escala, bem longe dos estádios e festivais lotados — e bem perto de quem podia pagar por isso.



