O último domingo, 7 de dezembro, foi daqueles dias em que o Hocus Pocus Stúdio & Café virou praticamente um santuário do rock independente em São José dos Campos. Casa lotada, entrada gratuita e clima elétrico marcaram o nascimento oficial da Bolachinha Discos, novo selo da produtora Bolacha Música, criado para preservar, lançar e impulsionar a música autoral do Vale do Paraíba — e jogar essas bandas com força nas plataformas digitais.

Imagem: Divulgação
Atração francesa invade o palco
Um dos momentos mais comentados da noite foi a participação da banda francesa QAMelto, que atravessou o oceano especialmente para o evento. O grupo entregou uma performance explosiva, cheia de interação, e fez sua primeira apresentação no Brasil, transformando o lançamento da Bolachinha num marco internacional inesperado — e totalmente rock n’roll.

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Line-up com peso, história e identidade
Além da atração internacional, o palco recebeu nomes fundamentais da cena independente:
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Attomica, lenda do thrash metal com quase 40 anos de estrada e zero intenção de pegar leve;
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Cidade Curupira, de Jacareí, misturando psicodelia, brasilidade e letras que batem forte;
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Adam Fauze, cantor e multi-instrumentista com mais de três décadas de história, agora vivendo uma fase autoral inspirada.
O evento ainda ganhou uma ocupação cultural espontânea com feira de vinil e merch das bandas, levantando a bandeira da cena alternativa sem pedir licença.
Conectar mundos e amplificar vozes
“Trazer uma banda independente da França para tocar com artistas do Vale do Paraíba foi simbólico. A Bolachinha nasce pra isso: conectar mundos, amplificar vozes e valorizar nossa autenticidade”, afirmou Bruno Mantovani, idealizador do selo, produtor cultural e apresentador do programa Rock News Autoral.

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O futuro promete barulho dos bons
Com distribuição garantida pela Ditto Music Brasil, a Bolachinha Discos já prepara uma leva de lançamentos para 2026: novos clipes, álbuns fresquinhos e até relançamentos históricos da cena regional. A meta é clara — construir carreira, ampliar alcance e colocar o Vale no mapa da música autoral nacional.
A Bolachinha Discos nasceu como selo, mas se apresentou como movimento.
E, se o início foi assim… pode apostar que o barulho está só começando.




