O AC/DC voltou ao palco australiano depois de dez anos… e voltou do único jeito que sabe: fazendo a terra tremer — literalmente. O show de abertura da turnê “PWR UP” em Melbourne foi tão pesado que acabou registrado pelos sensores sísmicos da cidade, como se fosse um pequeno terremoto.

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Estádio lotado, som no talo e a cidade inteira chacoalhando
A apresentação rolou no Melbourne Cricket Ground, um colosso com espaço para 100 mil pessoas. A promessa era de uma noite de rock clássico; o que ninguém esperava era um fenômeno geológico gratuito.
Adam Pascale, cientista-chefe do Centro de Pesquisa Sismológica de Melbourne, confirmou que os equipamentos captaram as vibrações do show. Em entrevista à rede ABC, ele explicou que os sensores não registraram o barulho em si, mas o movimento do chão provocado pela combinação explosiva de som e plateia.
Segundo o especialista, o “tremor” veio de dois ingredientes infalíveis:
— O sistema de som empurrando vibrações direto pelo solo.
— A galera pulando em massa, sincronizada e empolgada, injetando ainda mais energia no chão.
E funcionou: moradores a até 10 quilômetros do estádio disseram que ouviram — e sentiram — o AC/DC tocando como se estivessem na porta do show.
Setlist histórico e raridade depois de 34 anos
Além do efeito sísmico, a banda ainda presenteou o público com um momento raro: tocou “Jailbreak”, clássico da fase Bon Scott, que não aparecia ao vivo havia 34 anos. Também fizeram a alegria dos fãs com “If You Want Blood (You’ve Got It)” e “Riff Raff”.
Um retorno em grande estilo. Barulho? Muito. Tremores? Também. Reclamações? Só de quem não estava lá.



