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Gene Simmons manda a real sobre inteligência artificial: “Aprenda a usar ou ela vai usar você”

A inteligência artificial chegou ao mundo da música e, pelo jeito, não está nem um pouco interessada em pedir licença. Para Gene Simmons, baixista e fundador do KISS, ficar discutindo se a tecnologia é boa ou ruim já não muda muita coisa: ela veio para ficar.

IBAGEM GENE SIMMONS

Imagem: Jesse Grant/Getty Images for History

Em entrevista ao programa The Hill, da NewsNation, em 28 de outubro, o músico foi direto ao ponto ao falar sobre o impacto da IA na indústria musical.

“Não importa. O futuro chegou. Você precisa aprender a usá-la, caso contrário, ela vai usar você”, declarou Simmons.

Aos 77 anos, o roqueiro não explicou se utiliza inteligência artificial em suas próprias composições. A mensagem, porém, foi clara: os profissionais da música precisam entender as novas ferramentas e descobrir como lidar com essa transformação.

Gene Simmons também quer ver os artistas recebendo o que merecem

Mas não pense que o baixista está defendendo uma espécie de vale-tudo tecnológico. Durante a mesma entrevista, Simmons voltou a demonstrar apoio ao American Music Fairness Act, projeto de lei dos Estados Unidos que pretende obrigar emissoras de rádio AM e FM a pagar artistas e gravadoras pela execução de músicas.

O músico destacou que nomes gigantescos da indústria, como Elvis Presley, Bing Crosby, o próprio KISS e Garth Brooks, não recebem remuneração pela reprodução de suas gravações nas rádios terrestres americanas.

Para Simmons, as emissoras também precisam dividir parte da receita com os artistas responsáveis por atrair o público.

O baixista já havia defendido a proposta em uma audiência no Senado americano, em dezembro de 2025. Na ocasião, argumentou que músicos históricos passaram a vida ouvindo suas canções nas rádios sem receber um centavo por essas execuções.

IA no rock: tecnologia inevitável, mas quem fica com os direitos?

A discussão está longe de terminar. O avanço das ferramentas capazes de criar músicas, imitar vozes e reproduzir estilos artísticos levanta dúvidas sobre direitos autorais, propriedade intelectual e remuneração dos músicos.

Simmons já havia demonstrado preocupação com a falta de regras para esse mercado. Em outras declarações, defendeu uma regulamentação que estabeleça limites para o uso da tecnologia e determine quem deve receber quando uma inteligência artificial utiliza características de artistas reais.

No fim das contas, o recado do homem do KISS parece ser: não adianta tentar colocar a IA de volta na garrafa. O desafio agora é aprender a conviver com ela sem deixar que os músicos sejam os grandes prejudicados dessa revolução.