💋 “Lick It Up”: o disco que mostrou o rosto e salvou a alma do Kiss
No início dos anos 1980, o Kiss estava cambaleando — e não era por causa de exageros no camarim. A popularidade despencava, as vendas de discos minguavam e os palcos estavam ficando cada vez menores. Depois de uma sequência de álbuns que não empolgaram — Unmasked (1980), Music from ‘The Elder’ (1981) e Creatures of the Night (1982) —, o grupo precisava de um choque elétrico.
E ele veio em 1983, com “Lick It Up”, o disco que marcou o momento em que Paul Stanley e Gene Simmons decidiram mostrar o rosto pela primeira vez. Adeus maquiagem, adeus botas espaciais — e olá, mundo real. Foi o maior plot twist da história do rock glam.

Imagem: Reprodução
🎭 “Como é estar no Titanic?”: a entrevista que cutucou Paul Stanley
Em entrevista recente ao podcast The Magnificent Others, apresentado por Billy Corgan (Smashing Pumpkins), Paul Stanley revelou o que o levou a encarar os holofotes sem pintura. E não foi por vaidade.
Segundo ele, a banda vivia o inferno astral. A imprensa zombava, os jornalistas o tratavam como uma piada e, um dia, veio a pergunta que o tirou do sério:
“Um repórter me perguntou: ‘como é estar no Titanic?’”, contou Stanley. “Respondi: ‘sou um ser humano! Como você pode dizer isso?’ E naquele momento pensei: ninguém vai me dizer quando isso vai acabar.”
Foi o estalo que faltava. Se o barco estava afundando, Paul prometeu remar até o último riff — e salvar o Kiss com as próprias mãos (e riffs).
🤘 Gene Simmons torceu o nariz, mas o rock falou mais alto
Nem todos curtiram a ideia de tirar as máscaras — Gene Simmons, por exemplo, achou que era um risco enorme. Mas o plano funcionou. O novo visual marcou a fase mais crua e corajosa da banda, que sobreviveu à virada da década lançando pedradas como Animalize (1984), Asylum (1985), Crazy Nights (1987), Hot in the Shade (1989), Revenge (1992)* e Carnival of Souls (1997).
E, claro, anos depois, os quatro originais voltariam a pintar os rostos e lembrar o mundo de onde vieram.
🔥 Moral da história?
Quando o navio afunda, só o rock salva.
O Kiss tirou as máscaras, encarou o mundo e, no fim, saiu maior do que entrou.
Porque, como diria o próprio Paul Stanley: “ninguém vai me dizer quando isso acaba.”




